Impressão digital de rótulos: nova realidade para alta lucratividade

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A impressão digital vem avançando em todos os segmentos de impressão: já possui forte presença na impressão comercial, na comunicação visual, cresce no têxtil, no editorial e, agora, também vem garantindo seu espaço na indústria de impressão de embalagens, rótulos e etiquetas.

Muito se deve às suas características de baixas tiragens, demanda imprescindível para os dias atuais, em que há aumento por pedidos de impressão, mas em quantidades menores das que eram demandadas antigamente. Isto fez com que os fabricantes pensassem em como levar ao gráfico ou convertedor soluções que atendessem estes pedidos. Assim, as impressoras digitais entraram no mercado oferecendo não só as impressões sob demanda como capacidades de dados variáveis, respeitando as individualidades do consumidor. É possível imprimir um rótulo com o nome da pessoa, as imagens de uma cidade específica, desenhos e textos distintos, o que a criatividade pedir.

Na Digital Printing 2019, importantes players na indústria de impressão de rótulos e etiquetas estarão na feira de 20 a 23 de março mostrando como estes equipamentos podem ser a adição ideal para agregar novos serviços e oferecer mais aplicações aos clientes.

O panorama da impressão digital de rótulos

A Digital Printing conversou com expositores que possuem soluções para o mercado digital de rótulos e etiquetas para saber mais sobre tendências e tecnologia. Entre elas, estão Epson, Konica Minolta e PTC Graphic Systems, esta representante da Mark Andy.

De acordo com Evelin Wanke, gerente de vendas da Epson: “O mercado brasileiro de impressão está em uma evolução muito interessante, aberto a conhecer novas tecnologias e agregar a impressão digital como diferencial competitivo não só em custos, mas na qualidade da personalização”.

Visão semelhante tem Ronaldo Arakaki, Diretor e COO da Konica Minolta Business Solutions do Brasil: “A impressão digital se posiciona hoje como uma forte alternativa aos processos convencionais por vários motivos: tempo de preparo mais veloz, menos desperdício, controle de produção mais preciso e possibilidade de atender, com economia e rentabilidade, à demanda atual do segmento, que é justamente produzir em menores quantidades uma variedade cada vez maior de versões de um mesmo rótulo ou etiqueta. Obviamente, sabemos que o segmento label é extremamente sensível ao apelo visual, de modo que os equipamentos, sejam eles toner ou inkjet, devem permitir atingir essa expectativa dos clientes e dos consumidores”.

Para Miguel Troccoli, diretor da PTC Graphic Systems, a questão não é mais sobre a importância do investimento, e sim uma questão de tempo: “Não tem saída. Não quer dizer que o digital vai substituir o analógico. Mas a junção de uma solução digital com uma convencional é a única maneira de se sustentar no mercado. Quem não tiver uma solução digital dentro de casa vai ter dificuldade porque o cliente vai pegar todos os seus pedidos e levar para quem tenha todas as tecnologias para atender às suas necessidades”.

Mercados para a impressão digital

Miguel Troccoli, diretor da PTC, enxerga o mercado de cosméticos indo muito bem no digital. “Ele estava restrito a grandes empresas corporativas. Com a impressão digital, é possível fazer embalagens, rótulos e etiquetas para pequenas tiragens com qualidade semelhante e até maior do que as grandes empresas de cosméticos. Criou-se um novo mundo”.

O mercado de produtos premium, por atuar com baixas tiragens, é atrativo no digital, pois executa com facilidade uma embalagem bonita e profissional. Um exemplo é o mercado de bebidas de luxo, que não consegue produzir embalagens secundárias ou seus rótulos de forma economicamente viável com baixas tiragens em outras tecnologias. E o inkjet viu este mercado, especialmente nos Estados Unidos e Europa.

Evelin considera que o segmento de embalagens e rótulos é muito grande quando mencionamos aplicações diferenciadas. “Hoje, é difícil imaginar um produto sem um rótulo, por exemplo. Cada vez mais, as empresas buscam diferenciar seus produtos em uma prateleira e isso é motivado pelo diferencial de materiais que a indústria poderá ofertar ao cliente interessado”.

A Epson acredita que a impressão digital de rótulos e embalagens não se restringe a apenas algumas indústrias. “Ao pensarmos nesta tecnologia, é comum que setores como o alimentício, vestuário, calçadista, exportação e importação sejam imediatamente lembrados. Entretanto, qualquer segmento que tenha rótulos e embalagens em sua cadeia de valor pode tirar proveito deste recurso tecnológico”, completa Evelin Wanke.

A Konica Minolta vê a impressão digital de rótulos interessante para as empresas provedoras de soluções em impressão e indústrias que tenham demandas latentes de produtos diferenciados que pretendem oferecer ao mercado algo diferente e com atendimento diferenciado. “Não diria um perfil de empresa ideal, mas sim, uma empresa com o planejamento ideal. Ou seja, o empresário deve conhecer detalhadamente as características de sua produção e produtos, saber onde se encontram os gargalos, onde se pode obter economia e otimizar custos, entender as demandas dos clientes e mercado. Como todo processo digital, há também na impressão digital para o mercado label um ponto de equilíbrio que deve ser observado no momento de se optar por produzir com tecnologia convencional ou não. Ou seja, estamos falando de volume, desperdício, agilidade e características físicas do produto impresso”.

Agregando novas tecnologias

A impressão digital de rótulos não chega para tomar o lugar ou substituir completamente tecnologias analógicas. Ela é e será cada vez mais um complemento essencial para as tiragens menores, complementando um parque de impressão que já tenha soluções como offset, flexo ou roto, por exemplo.

Esta visão é compartilhada pela executiva da Epson: “A impressão digital é um ótimo complemento para esse setor, uma vez que a indústria poderá se diferenciar em volume de produção, aplicação e tempo de resposta ao cliente final. O mais importante, a impressão digital possibilita que o cliente seja mais criativo, gerando novas demandas e, cada vez mais, personalizando as informações ao seu mercado alvo”.

Para Ronaldo Arakaki, “o empresário que se incluir no cenário de demandas de volume significativo de versões diferentes de um mesmo design de rótulo, ou tiragens pequenas e personalizadas, tem a necessidade de investimento em uma solução digital complementar ao seu processo analógico. Qualidade não é um impeditivo, tampouco suporte a mídias diferenciadas. Com a AccurioLabel 190, já temos alguns casos de sucesso em São Paulo e na região sul, e para este ano prospectamos mais negócios para o equipamento, que atende a uma realidade de mercado a que as empresas que ainda trabalham com os processos convencionais devem estar atentas”.

Miguel Troccoli lembra que no digital há diferentes tecnologias, como toner sólido, toner líquido e inkjet. “O inkjet mudou sua imagem, alcançando um alto nível de qualidade de impressão. Ele permite mais velocidade, e trabalha com mais facilidade em diferentes substratos. Para cada tipo de processo ou mercado, uma tecnologia se encaixa melhor. O toner sólido trabalha melhor e tem qualidade mais fácil de ser atingida em papel e auto-adesivos. A impressão toner líquido possibilitou trabalhar filme sem suporte. É preciso ver a combinação de mercado e tecnologia”.

Troccoli relata ainda que gráficas consolidadas com tradição e carteira ampla de clientes acabam rejeitando pedidos de baixas tiragens porque não consegue fazer a impressão com offset e roto. “Esta é uma oportunidade para começar com digital, introduzindo uma unidade digital e continuar com as médias e grandes em outros processos”.

O digital possibilitou que empresas que não estão no mercado gráfico pudessem verticalizar o processo para diminuir custos. “Quem faz potes e copos, por exemplo, precisa mandar produções para gráfica para imprimir. Ele está considerando adquirir impressão digital para ele imprimir. Claro que tem que ver o volume. Mas, se precisar de embalagens e rótulos em poucas quantidades, o digital é a solução. Incorpora e faz em casa”, explica Troccoli.

Soluções disponíveis para o mercado

A Konica Minolta disponibiliza no mercado brasileiro a AccurioLabel 190, equipamento com tecnologia toner em padrão quatro cores que oferece a mesma robustez e qualidade de impressão das soluções de produção da marca. Possui resolução de 1200×1200 dpi com 8 bits, formato máximo de impressão de 1195×320 mm e comporta mídias com largura máxima de 330 mm, não necessitando de qualquer pré-preparo especial de substratos, como aplicação de primer, para produção.

Podem ser usados papéis com gramaturas que vão de 60 a até 250 g/m2, e sua velocidade a torna um dos equipamentos mais produtivos de sua categoria, atingindo 18,9 m/min, variando de acordo com o tipo de mídia. “Sua tecnologia de impressão possibilita reproduzir imagens, códigos de barras e caracteres com grande precisão e riqueza de detalhes, assim como aplicação de enobrecimento em acabamento, permitido que o rótulo do produto se destaque visualmente – algo muito sensível nas aplicações label, cuja diferenciação nas gôndolas e prateleiras é essencial para a decisão de compra do consumidor”, detalha Ronaldo Arakaki.

A Epson tem investido constantemente no desenvolvimento de equipamentos direcionados a este setor. Em 2018, lançou no Brasil a SurePress L-4533AW, um modelo que tem como foco a impressão de pequenas tiragens de etiquetas de alta qualidade, de maneira mais simples e eficaz. Além disso, possui a linha ColorWorks. A C831 é um modelo para a impressão de grandes etiquetas na indústria química, enquanto a C7500G e C3500 trabalham na impressão de rótulos e embalagens em pequenos formatos, possibilitando customização e segmentação de produtos. “Todos esses produtos oferecem três fatores fundamentais: qualidade, confiabilidade e versatilidade de tipos de materiais para impressão: papel e filmes – brilhante ou fosco, etc”, explica Evelin Wanke.

A Digital One é o equipamento Mark Andy que a PTC representa em digital. Trata-se de uma impressora digital de rótulos entry-level com velocidade de até 19,6 metros por minuto, que trabalha com tecnologia de toner seco, mas que pode se encaixar em um processo híbrido de produção. A ideia da Mark Andy, com décadas de experiência na produção de impressoras para rótulos, foi a de transferir sua expertise da flexografia para a impressão digital, através de uma solução quatro cores totalmente híbrida e de baixo custo.

De acordo com Miguel Troccoli, diretor da PTC, “o cliente entra a bobina com o material em branco e já sai com o produto acabado do outro lado, já convertido. Ela vem com uma unidade flexo para verniz ou branco, além de laminação e secagem LED UV. É uma máquina completa, o impressor não precisa ter mais nada para produzir um rótulo, etiqueta ou um tag”.

Digital Printing | FESPA Brasil

De 20 a 23 de março, será possível conferir o que a impressão digital de rótulos pode oferecer de transformador à sua empresa na Digital Printing | FESPA Brasil 2019, realizada no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo. Além de impressoras, grandes players do setor vão mostrar tintas, mídias, equipamentos para acabamento, softwares de controle do processo e muito mais. A inscrição para visitar a feira é gratuita e pode ser feita em: www.digitalprinting.com.br/pt/visitar/cadastro.

Fonte: Digital Printing

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